Quem é você?

13:23


Em novembro próximo completaria 2 anos que te (re)conheci, mas agora essa data já não faz sentido: simplesmente não conheço você. Não sei qual sua cor ou comida preferida, de que música você gosta ou o tipo de filme, não sei quem são ou foram teus amores, não sei quando estás mentindo, não sei nem se és capaz de dizer a verdade.

Você que tanto me fez rir, até nos momentos mais difíceis, agora é uma das principais razões do meu pranto.

Isso tudo me surpreende de uma forma tão enorme que ainda não assimilei. Eu, que sempre pensei ser boa observadora, julguei tudo completamente errado, olhei os momentos de forma distorcida e fiz uma interpretação ilusória.

Como isso aconteceu? Eu acreditei. Acreditei em cada palavra dita, e me entreguei. Até fui resistente, mas você persistiu e eu cedi. Por que tanta insistência? Pelo prazer do jogo, é o que posso concluir. Acreditei na falsa intimidade, no falso relacionamento, nos falsos sentimentos compartilhados, na falsa cumplicidade, na falsa lealdade, no falso amor,  e o que mais me magoa: na falsa amizade.

Mas você me desvendou por inteira, me conhece na intimidade mais profunda, sabe tudo sobre mim, talvez por isso tenha sido tão fácil toda essa encenação, eu fui verdadeira demais. Como me sinto: envergonhada por ter me mostrado tão abertamente e você ter me exposto tantas vezes; perdida, pois todo esse tempo foi como se eu tivesse sido abduzida e só agora voltei à realidade; traída pelos meus sentidos de uma maneira cruel.

Eu, que tanto te perdoei em nome da nossa amizade, já não sei se sou capaz, afinal, essa amizade só existiu pra mim. Não sei se devo ter um sentimento de perda, pois não tive nada verdadeiramente, não sei se sinto sua falta, pois você não existe, pelo menos não da maneira que eu acreditei.

Então pergunto: quem é você? Mas eu já não sei se quero saber...


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